Onde Encontrar MP3s na Internet

Direitos autorais: este guia não compactua com a pirataria de músicas. Por esse motivo, divulga apenas arquivos de domínio público ou pagos.

MP3s gratuitas e legais:

Palco MP3 – O maior site de música independente do Brasil. Ouça mais 1 milhão músicas de 109 mil artistas e bandas independentes de todos os estilos musicais.

MP3.com – O principal site de MP3 do mundo libera novas músicas todo dia, separadas por gênero.

Domínio Público – Biblioteca digital desenvolvida em software livre, que permite a coleta, a integração, a preservação e o compartilhamento de conhecimentos. Possui, entre imagens, vídeos e textos, áudios em MP3s de hinos, música contemporânea, erudita, natalina, reginal, Pop Rock, entre outras.

Internet Archive – Possui mais de 2 milhões de áudios enviados por membros da comunidade ou usuários do site. Boa parte do acervo é de música erudita.

Indie Rock Cafe – Faixas recentes de bandas independentes de indie rock.

Epitonic – Milhares de músicas grátis e legais, cuidadosamente selecionadas.

Jamendo – Descubra artistas independentes do mundo inteiro, inclusive brasileiros. Você pode usá-la em qualquer projeto multimídia, desde que você publique a sua obra sob uma licença da Creative Commons.

Its Free Downloads – Este site divulga músicas gratuitas disponibilizadas no site do iTunes.

MP3s pagas:

Em lojas populares como Amazon Digital Music iTunes é possível comprar álbuns inteiros em MP3s (preço aproximado de $10) ou MP3s separadas (preço médio de $1,29). Após a confirmação do pagamento, a liberação é imediata para download.

Já no Google Play Music você paga uma mensalidade para acessar o acervo digital.

Outras lojas populares: Spotify, Rhapsody e eMusic.

Introdução

Este guia foi criado por Alessandro da Rosa Curvello como atividade avaliativa para a disciplina Fontes de Informação I do curso de Arquivologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Tipo de Fonte: guia eletrônico disponível em um blog da plataforma WordPress

Idioma: português brasileiro

Público-alvo: internautas do mundo todo que queiram se informar sobre MP3

Alcance: este blog está indexado em sistemas de busca, de onde deverão vir a maioria dos visitantes. Acessível 24 horas por dia para todos os países

Motivação: fazer o leitor conhecer mais sobre MP3 e as suas várias utilidades e características, além apenas do simples “ouvir”

Direitos autorais: este guia não compactua com a pirataria de músicas. Por esse motivo, a orientação do formato MP3 destina-se apenas aos arquivos de domínio público e de acesso aberto

Autores: o próprio autor do blog escreveu algumas postagens enquanto outras partes foram feitas através de pesquisa de outros sites, devidamente citados e referenciados

Layout: responsivo (auto-adaptável a diversos dispositivos, como computadores e smartphones)

Endereço: https://guiadomp3.wordpress.com

Armazenando e Ouvindo uma MP3

Para escutar uma MP3 é preciso de um player (tocador) que suporte este formato. Boa parte das tecnologias recentes conseguem executá-la, como TVs, smartphones, computadores, DVD players, caixas de som, etc, e, claro o MP3 Player portátil. Mídias como CDs, DVDs e pen drives não executam a MP3 mas servem para armazenar e serem executadas com auxílio de tocadores.

Após transferir MP3s para alguma mídia, o tocador irá fazer uma rápida busca por elas, identificar e fazer uma lista pronta para execução.

Gravando MP3s em um CD, DVD ou Blu-Ray

Para copiar MP3s para essas mídias, é necessário um aparelho e de um software gravador. Um dos mais populares é o Nero. É importante dizer que devemos selecionar a opção “Disco de Dados” para a gravação de qualquer tipo de arquivo. Posteriormente, o tocador irá identificar as MP3s no meio de outros arquivos.

Copiando MP3s para Pen Drive, HD Externo e Smartphone

Com a facilidade e popularização dos pen drives e smartphones, cada vez menos pessoas usam outras mídias de armazenamento. É necessário apenas escolher o meio de transferência de arquivos: USB, bluetooth, internet ou WiFi.

mp3s-hd-externo
Fonte: print screen do Windows Explorer mostrando MP3s de um HD Externo

Criando e Convertendo uma MP3

Existem diversas formas de criar uma MP3. Uma das mais conhecidas é a conversão, que é a transformação de áudio de outra fonte para o formato MP3 na qualidade desejada.

Passar música de um CD para MP3 (“Ripar”)

O ato de extrair uma faixa de um CD de Áudio para MP3 ou outro formato é popularmente conhecido como “ripar”. Para isso, é necessário um leitor de CD no computador ou notebook e um software para “ripar” a faixa de áudio deste CD para MP3.

Alguns dos “ripadores” mais conhecidos são CDex, FreeRIP e Easy CD-DA Extractor. Também é possível “ripar” nos tocadores Windows Media Player e Winamp.

easy-cdda-extractor
Fonte: print screen do programa Easy CD-DA Extractor

Já programas como o DVD Audio Extractor “ripam” o formato DVD, eliminando o vídeo e extraindo apenas o áudio dele. Isso pode ser bastante útil quando se tem um DVD de um show de música, por exemplo.

Convertendo outros formatos para MP3 ou vice-versa

A oferta de conversores de áudio é ainda maior que a de ripadores. Com eles, você pode transformar vários formatos em outros, à sua escolha. Para mais informações, acesse a postagem Comparação com Outros Formatos.

Alguns dos mais conhecidos são Free Easy MP3 WMA WAV Converter, Free WMA To MP3 Converter e Switch Audio Format Converter. Também há conversores online, sem a necessidade de instalar programas, como o Online Audio Converter e Media.io. Alguns softwares “ripadores” também possuem a opção de conversão entre arquivos. Outros conversores também convertem o áudio de formatos de vídeo, como .AVI ou .MPG, para MP3.

online-audio-converter
Fonte: print screen do site http:/online-audio-converter.com 

Convertendo um vídeo do YouTube em MP3

De maneira fácil, é possível extrair áudio de um vídeo do YouTube e transformar em MP3. Basta colar o endereço do vídeo e mandar o software converter. Programas como aTube Catcher e Free YouTube Download fazem o download de vídeos do YouTube e logo depois fazem a conversão para MP3.

Também há conversores online, sem a necessidade de instalação. É só colar o link do vídeo, solicitar a conversão e depois fazer o download do MP3 convertido. Além de conversão para MP3, você também pode baixar o vídeo para assistir em seu dispositivo sem a posterior necessidade de conexão com internet. Os mais famosos são ClipConverter.cc, YouTube-MP3, Convert2mp3, VidToMP3 e Online Video Converter. Alguns deles também permitem baixar vídeos de sites como DailyMotion, Facebook e Vimeo.

clipconverter-cc
Fonte: print screen do site http://www.ClipConverter.cc

Outras formas de criar MP3

  • Gravar sua voz no microfone através de um aplicativo gravador
  • Utilizar captura de áudio enquanto usa o smartphone ou computador
  • Capturar o áudio de rádio FM usando aplicativo específico
  • Criar sua própria composição em programas de criação de áudio
  • Converter mensagem de voz do aplicativo WhatsApp
  • Passar áudio analógico (LP, K7) para áudio digital

Editando uma MP3

Através de uma edição de áudio, é possível aplicar melhorias em um arquivo MP3, tais como normalizar volume, inserir informações de texto, remover espaços inúteis, etc. E você não precisa ser um especialista para fazer isso.

Retirando silêncios de uma MP3

Você já deve ter escutado algumas MP3s que demoram a começar e outras que possuem um silêncio no final. Existem softwares que detectam esta ausência de áudio, recortando estas partes silenciosas no início e fim do arquivo. Com esses segundos retirados, a MP3 reduz alguns KBs em seu tamanho, sem perda de qualidade. Pode parecer pouco mas se a coleção de MP3s for grande, é possível economizar alguns MBs.

Um programa que faz isso é o mpTrim. Há também cortadores online, como o Online MP3 Cutter, e aplicativos para smartphones, como MP3 Cutter, disponível no Google Play.

Uma grande vantagem do software mpTrim é a possibilidade de acrescentar múltiplas MP3s ao mesmo tempo, todas de forma automática e com rapidez. Você terá como único trabalho a seleção das músicas a terem seus silêncios recortados, pois o programa se encarrega do resto.

mp3trim
Fonte: print screen do programa mp3Trim

Tags ID3

O ID3 (uma abreviação para “IDentify a MP3”, ou identificar um MP3)  é uma espécie de etiqueta presente no arquivo, como se fosse a informação da informação. O que isso significa? Significa que todos os dados daquela música estão dentro dela mesmo. É o que chamamos de metadados. (RAMOS JUNIOR, 2009).

Esses metadados são elementos extras que podem ser inseridos ou alterados em toda MP3, a qualquer momento. A maioria dos players consegue ler esses textos e, assim, é possível ter uma coleção bem organizada e de fácil busca por determinado campo.

A ID3v2 é uma versão mais completa que a ID3v1 e contém dados como Nome do Artista, Nome da Música, Nome do Álbum, Ano, Comentário, Gênero, Compositor e até mesmo Capa do Disco e Letra da Música.

id3tag
Fonte: print screen de uma ID3v2

É possível editar as ID3s usando programas específicos, como o Abander Tag Control, ou dentro do próprio player, como Windows Media Player, iTunes ou Winamp, ou até mesmo no Windows Explorer!

Deixe todas as suas MP3s com o mesmo volume

Às vezes escutamos uma música com volume baixo e na sequência vem outra com volume mais alto, e vice-versa. Há softwares que normalizam os volumes para que todas as MP3s sigam um padrão de decibéis.

Com o MP3Gain, você não precisa mais mexer na tecla do volume. Ele faz uma análise do pico mais alto em decibéis. Primeiro defina um número padrão de dB. Se a MP3 tiver um volume abaixo desse número, o programa aumenta o volume. Se tiver um volume maior, o programa diminui o volume. As alterações feitas por esse programa não interferem na qualidade, pois tudo que ele faz é inserir um texto na APE tag da MP3 informando qual volume deverá ser usado durante a execução.

mp3gain

Fonte: print screen do programa MP3Gain

Caso queira voltar ao volume original, basta refazer a mudança de volume ou excluir o campo da APE Tag.

apetag
Fonte: print screen de uma APEv2

Edição profissional

Programas como Sound Forge, Audacity, Cool Edit e FL Studio permitem inúmeros efeitos e truques de edição de áudio, como redução de ruídos, alterar velocidade, misturar, gravar, afinar, distorcer, fade in/fade out, além de amplificar volume e recortar partes indesejadas.

audacity
Fonte: print screen do programa Audacity

Qualidades de Conversão (Bitrates)

Conforme Rasmussen (2009):

O termo utilizado para falar de compressão é o Bitrate (taxa de bits), consiste no número médio de bits que em um segundo de dados será comprimido. A unidade utilizada é o KBPS ou 1000 BITS por segundo.

Existem três métodos para lidar com a taxa de bits de arquivos de áudio:

CBR (Constant Bit Rate) – este é o  método de codificação de arquivos de áudio mais utilizado e, provavelmente, boa parte de seus arquivos MP3 estão em taxa de bits constante. Basicamente, isto significa que a velocidade com que as informações de um codec são enviadas e recebidas não muda. 

De maneira prática, pode-se dizer que o tamanho da música acaba ficando um tanto quanto previsível, já que a conta a ser feita é a duração da música x 128, caso a qualidade seja 128 kbps.

VBR (Variable Bit Rate) – enquanto o primeiro (VBR) mantém um ritmo de transferência de informações constante, o segundo varia. Desta forma, o tamanho final do arquivo de áudio é imprevisível, dependendo de partes complexas da música. Em trechos menos complexos de uma música, a taxa de bits pode ser de 128 kbps, enquanto em partes mais complexas e com múltiplos instrumentos, este número pode chegar aos 320 kbps, obtendo-se uma melhor qualidade de som e um arquivo não tão pesado.

ABR (Average Bit Rate) – este formato encontra-se entre o CBR e o VBR e funciona da seguinte forma: você define uma taxa de bits média e partes do arquivo podem ser codificadas acima ou abaixo de tal média. 

Suponha que o valor definido seja 128 kbps, portanto, partes menos complexas do arquivo podem ser codificadas em 96 kbps, enquanto o restante fica ou  na média ou com um valor um pouco maior.

Fonte: <http://www.tecmundo.com.br/musica/2105-qualidade-de-audio.htm>.

Pegando como exemplo uma música com duração de 4:00 (4 minutos) em bitrate constante (CBR), eis um quadro comparativo de qualidade com seu tamanho aproximado:

CBR Qualidade semelhante a: Tamanho (KB) Tamanho (MB)
8 kbps Transmissão de voz telefônica 240 0,23
32 kbps Rádio AM 960 0,93
96 kbps Rádio FM 2.880 2,81
128 kbps Padrão. Comum. Boa. 3.840 3,75
160 kbps Padrão. Comum. Boa. 4.800 4,68
192 kbps Muito boa. Próxima ao CD. 5.760 5,62
320 kbps Ótima. Muito próxima ao CD. 9.600 9,37

Lembrando que quanto maior for a duração do áudio, maior tamanho irá ter.

storage_media_main
Fonte: http://www.ictlounge.com/html/storage_devices_and_media.htm

Agora, uma tabela calculando quantas MP3s com 4 minutos e 192 kbps caberiam em diferentes tipos de mídias:

Mídia Tamanho Quantidade
Disquete 3 1/2″ 1,38 MB 0,24 mp3s
CD de dados 700 MB 124 mp3s
DVD de dados 4,7 GB 797 mp3s
Pen Drive 8 GB 1.356 mp3s
Pen Drive 16 GB 2.712 mp3s
Blu-Ray de dados 25 GB 4.238 mp3s
HD Externo 500 GB 84.771 mp3s
HD 2 TB 339.084 mp3s

Legenda:
(CBR) – Constant Bit Rate
(KBPS) – Kilobits Per Second
(KB) – Kilobytes
(MB)  – Megabytes
(GB) – Gigabytes
(TB) – Terabytes

Comparação com Outros Formatos

audiocompression
Fonte: http://www.videograbber.net/compress-audio-file.html

Formatos digitais de áudio se dividem basicamente em dois grupos: não comprimidos e comprimidos.

Os formatos mais comuns, segundo Amoroso (2011), são:

Não Comprimidos:

CDDA (Compact Disc Digital Audio) – é utilizado em um CD de áudio, que suporta até 80 minutos.

WAV (Waveform Audio File Format) – foi desenvolvido pela Microsoft e IBM para armazenamento de áudio em PCs. Pela qualidade máxima, é indicado para edições, mixagens e trabalhos profissionais.

AIFF (Audio Interchangeable File Format) – a Apple o desenvolveu baseada em uma tecnologia da Electronic Arts. A lista de tocadores compatíveis é um pouco menor que o formato WAV.

Compressão sem perda de qualidade: há formatos que conseguem comprimir dados sem sacrificar qualidade e são como uma ponte entre qualidade e comodismo.

FLAC (Free Lossless Audio Codec) – como afirmam os desenvolvedores, é como se fosse um ZIP, porém feito especificamente para áudio e com a vantagem de poder ser executado em vários players. Uma vantagem do formato é que é possível ripar um CD em um único arquivo, e utilizar o cue sheet para dividir as faixas. O player ou gravador, neste caso, precisa ser compatível com a extensão CUE.

APE (Monkey Lossless Audio File) – também se descreve como um ZIP para músicas. Em comparação com FLAC, apresenta melhores índices de compressão, porém requer mais recursos de processamento.

ALAC (Apple Lossless Encoder) – formato da Apple presente em vídeos MP4.

Comprimidos:

OGG (OGG Vorbis) – melhores taxas de compressão que o MP3. Porém, a explosão do MP3 faz com que o suporte e a divulgação para OGG encontre muitas dificuldades. Além disso, o fato de ser código aberto dificulta a padronização do formato. Foi desenvolvido para substituir completamente todos os formatos patenteados e proprietários. O MP3 é uma extensão proprietária, e esse é o atrativo que o OGG tenta chamar em artistas e gravadoras. De uns tempos para cá, o OGG vem sendo consideravelmente utilizado em jogos.

AAC (Advanced Audio Coding) – é considerado o mais forte concorrente do MP3 e foi popularizado pela Apple, que aderiu ao formato no iPod e no iTunes, até mesmo vendendo os arquivos de áudio da loja nesse formato, em detrimento ao MP3. Testes mostram que o formato AAC têm mais flexibilidade do que o MP3, como consequência maior qualidade de compressão.

WMA (Windows Media Audio) – Formato da Microsoft, ele tem habilidades de cópias com proteção de conteúdo, em resposta aos problemas de distribuição que polemizam o MP3. O WMA surgiu com a promessa de criar arquivos equivalentes a MP3 com metade do tamanho, porém não vingou.

Conclusão: o MP3 é o mais conhecido porque aliou tamanho pequeno com qualidade boa e se espalhou incontrolavelmente. A partir daí, ganhou um público fiel. No entanto, não quer dizer que ele é o melhor.

Fonte: <http://www.tecmundo.com.br/audio/7945-saiba-quais-sao-as-principais-diferencas-entre-formatos-de-audio.htm>

Ainda tentaram melhorar o formato MP3, criando o MP3Pro (reduzindo tamanho) e o MP3HD (aumentando qualidade), mas não se popularizaram.

De acordo com Almeida (2010):

MP3 – Música
MP4 – Vídeo
MP5 – Câmera
MP6 – Celular
MP7 – Rádio
MP8 – Jogos
MP9 – TV
MP10 – Dual-SIM
MP11 – Tela de Toque
MP12 – Bluetooth
MP13 – Wi-Fi
MP14 – GPS
MP15 – Faz café (especulação)
MP16 – Leva o cachorro para passear (especulação)

Fonte: <http://minilua.com/diferenca-entre-mp3-mp4-mp5-mp6-mp7-mp8-mp9-mp10/>

Vantagens e Desvantagens do MP3

VANTAGENS:

  • O ouvinte pode equalizar, aumentar/baixar volume, pausar/parar e avançar/retroceder a MP3 como se estivesse escutando um CD.
  • Necessita de pouca memória RAM para ser executada.
  • Pelo seu tamanho reduzido, pode ser transportado, compartilhado, armazenado e executado de diversas maneiras e em diversos aparelhos.
  • É possível fazer download de milhares de músicas pela internet, tanto gratuitas quanto pagas.
  • Possui qualidade superior a uma transmissão de rádio ou K7 antigo.
  • Na internet, a obtenção é imediata, ao contrário de uma mídia física, que pode-se esperar dias para chegar.
  • É possível fazer um playlist com centenas de músicas e executá-las sem precisar trocar a mídia/suporte.
  • Agride menos o meio-ambiente.
  • É possível aplicar melhorias através de softwares de edição de áudio.
  • Dispõe de metadados com informações sobre artista, álbum, gênero, etc.

DESVANTAGENS:

  • A conversão pode resultar em qualidade baixa, dependendo da qualidade escolhida.
  • Uma MP3 baixada pela internet pode possuir alguns efeitos, vozes e outras alterações feitas no áudio original.
  • Facilita a pirataria, tanto virtual quanto física, ferindo os direitos autorais.
  • Possui uma perda de qualidade, embora mínima, com relação ao CD.
  • É intangível, não se pode tocar, nem cheirar.
  • Não possui sensação de nostalgia.
  • Algumas MP3s possuem metadados errados ou ausentes a respeito da música.
mp3-player
Fonte: https://infograph.venngage.com/p/72074/free-list

Histórico do MP3

De acordo com Hautsch (2009):

Tudo começa na década de 70, na Alemanha, quando um professor alemão e seus alunos pensam em uma maneira de codificar música. O time de Dieter Seitzer, da Universidade de Nuremberg, consegue desenvolver o primeiro processador capaz de comprimir áudio.

Na década de 80, surge um acordo firmado entre a universidade alemã e o Instituto Fraunhofer. Contando com mais pessoas, o grupo passa a tentar aperfeiçoar algoritmos de codificação de áudio. No final da década, o aluno Karlheinz Brandenburg apresenta em sua tese de doutorado o algoritmo OCF (“Optimum Coding in the Frequency Domain”).

Em 1991, o algoritmo OCF é aperfeiçoado e foi adotado pelo grupo MPEG. Nascia o MP3, mas ainda sem o nome que conhecemos hoje.

Somente em 1995 o nome MP3 foi sugerido, votado e aprovado por unanimidade. Os arquivos codificados em MPEG-1 Layer 3 deveriam ter a extensão “.mp3”. Até o momento, o codec só era manuseado pelos seus desenvolvedores.

Fonte: <http://www.tecmundo.com.br/player-de-audio/2106-a-historia-do-mp3.htm>

Naquela época, ninguém tinha noção do sucesso que o formato alcançaria, pois todo mundo estava entusiasmado colecionando LPs, K7s e CDs.

Mas o MP3 começou a se espalhar como um tsunami através de MP3 Players, compartilhamento entre usuários na internet, CDs graváveis e mais tarde com DVDs graváveis, pen drives, smartphones e HDs externos.

Com o aumento da velocidade da internet e do tamanho da capacidade de armazenamento de dispositivos, milhões de pessoas podem baixar álbuns completos em segundos e salvá-los em diversos lugares.

822px-Audio-mp3.svg
Fonte: http://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=21269482

Definição de MP3

MP3 é uma abreviação de MPEG1 Layer 3, um formato de compressão de áudio digital que minimiza a perda de qualidade em músicas ou outros arquivos de áudio reproduzidos no computador ou em dispositivo próprio. (SIGNIFICADOS, 2016)

Padrão de compactação de áudio que permite que as músicas fiquem com 1/10 do tamanho original sem uma degradação muito grande da qualidade. Graças à esta versatilidade, o MP3 tornou-se rapidamente o padrão de arquivo de áudio na Internet. (MORIMOTO, 2005)

Eliminando partes inaudíveis do áudio:

A grosso modo, pode-se dizer que o MP3 corta as partes inúteis da música, deixando apenas as frequências perceptíveis pelo ouvido humano. Isto permitiu que os arquivos ficassem menores, pois não há “excesso de informações”, apenas o que realmente interessa. (MARTINS, 2008)

Ondas mecânicas produzidas por uma fonte possuem frequências audíveis para o ser humano que varia entre 20 Hz e 20 000 Hz. Infrassom são ondas mecânicas em que a frequência é inferior a 20 Hz. Ultrassom são ondas mecânicas que possuem frequência superior a 20 000 Hz. (CAVALCANTE, 2016)

1 MPEG significa “Moving Pictures Expert Group” (Grupo de Especialistas em Imagens com Movimento), um grupo de trabalho criado pela ISO para padronizar compressão de vídeo e áudio digital, como por exemplo o formato de vídeo .MPG ou .MPEG, que também usa a compressão MP3 para áudio.

Curiosidade: “Joint Photographic Experts Group” é o grupo responsável pelo padrão JPEG (imagem)

Mp3.svg
Fonte: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Mp3.svg